É Lógica Econômica: Aumentar o Salário Mínimo Cria Mais Desemprego – Frank Shostak
Alguns economistas acreditam que aumentar o salário mínimo irá aumentar o desemprego, enquanto outros economistas pensam o contrário. Portanto, eles acreditam que aumentar o salário mínimo iria o nível de vida dos trabalhadores.
Por exemplo, num estudo conduzido em 1990, os economistas David Card e Alan Krueger examinaram um aumento do salário mínimo em Nova Jersey ao comparar restaurantes de fast-food lá e numa parte vizinha na Pensilvânia, achando nenhum impacto no emprego. Outros economistas, no entanto, descobriram que o aumento no salário mínimo aumentou o emprego. Dado os resultados contraditórios, há uma abordagem alternativa para decidir quando um aumento no salário mínimo irá resultar num aumento ou redução do emprego?
Podem os dados históricos nos informas sobre como a economia funciona?
Note que os chamados dados que os analistas estão observando é um demonstração de informação histórica.
De acordo com Ludwig von Mises, “A história não nos pode ensinar qualquer regra geral, princípio ou lei. não há meio de extrair de uma experiência histórica, a posteriori, qualquer teoria ou teorema relativo à conduta humana ou às políticas.”
Também, n'O Fundamento Último da Ciência Econômica, Mises argumentou:
O que podemos "observar" são sempre apenas fenômenos complexos. O que a história econômica, observação ou experiência pode nos dizer são fatos como estes: durante um determinado período do passado, o minerador John nas minas de carvão da empresa X na vila Y ganhou p dólares por um dia de trabalho de n horas. Não há maneira que conduza da reunião de tais dados e semelhantes a qualquer teoria sobre os fatores que determinam a altura dos salários.
Além disso, “o historiador não deixa, meramente, que os fatos falem por si. Na formulação de sua narrativa, o historiador ordena os fatos segundo o ponto de vista das ideias subjacentes à sua exposição. Não relata os fatos como aconteceram, mas apenas os fatos relevantes.”
Contrário às ciências naturais, os fatos na economia não podem ser isolados e quebrados em simples elementos. A realidade econômica são complexos fatos históricos que emergiram de muitos fatores causais.
Nas ciências naturais, um cientista pode isolar fatos mas não descobrir as leis que os governam. Tudo o que ele pode fazer é especular quanto a “lei verdadeira” que governa o comportamento de partículas identificadas. Ele nunca pode estar convicto, no entanto, quanto as “verdadeiras” leis da natureza. Sobre isto Murray Rothbard escreveu:
As leis podem ser apenas hipotetizadas. Sua validade só pode ser determinada deduzindo logicamente delas consequências que podem ser verificadas recorrendo aos fatos de laboratório. Entretanto, mesmo que as leis expliquem os fatos e suas inferências sejam consistentes com eles, as leis da física nunca podem ser absolutamente estabelecidas. Pois alguma outra lei pode ser mais elegante ou capaz de explicar uma gama mais ampla de fatos. Na física, portanto, as explicações postuladas têm de ser hipotetizadas de tal forma que elas ou suas consequências possam ser testadas empiricamente. Mesmo assim, as leis são apenas provisórias, em vez de absolutamente válidas.
Na economia, porém, nós não precisamos da especulação, pois na economia nós podemos determinar a essência e o funcionamento da conduta das pessoas. Por exemplo, alguém pode observar que pessoas estão engajadas em atividades, tais como trabalhos manuais, dirigir carros, andar pelas ruas ou jantar em restaurantes. Todas essas ações são propositais.
Além disso, nós podemos estabelecer seus significados. Por exemplo, trabalho manual pode ser um meio de ganhar dinheiro, permitindo as pessoas alcançarem vários objetivos, como comprar comida ou roupas. Jantar num restaurante pode ser um meio de estabelecer relacionamentos comerciais, enquanto dirigir um carro permitirá alguém chegar a um destino específico.
Pessoas operam numa estrutura de meios e fins; elas usam vários meios para satisfazerem fins. Nós também podemos estabelecer do descrito acima que as ações das pessoas são conscientes e propositadas.
O conhecimento que a ação humana é consciente e propositada é certo e não uma tentativa. Qualquer um que objeta isso contradiz ele mesmo pois ele está engajado numa consciente e propositada ação para argumentar que ações humanas não são conscientes e propositadas.
As conclusões derivadas do conhecimento que ações são conscientes e propositadas são válidos também. A teoria que a ação humana é consciente e propositada se sustenta por si só, independentemente do que qualquer dado pode mostrar e não precisa de verificação estatística.
Ao contrário das ciências naturais, nós não precisamos especular sobre economia, o que significa que nós não temos que criar uma hipótese e então testá-la. Por exemplo, nós sabemos que todas as coisas sendo iguais, um aumento na demanda por pão irá resultar em um aumento em seu preços. Nós não precisamos de nenhuma verificação estatística para que isso seja verdade.
Salário mínimo e Desemprego
Dado que o fim último de todo mundo é a melhoria de seu próprio bem-estar, é improvável um empresário pagar ao trabalhador mais do que o valor do produto que o trabalhador gera. Se um trabalhador gera por hora um valor de dez dólares para os negócios, então o empresário não pagará mais que essa quantia. Portanto, se o salário mínimo é colocado como quinze dólares por hora enquanto o trabalhador pode gerar somente dez dólares por hora, o empresário sob a lei seria forçado a pagar ao trabalhador um valor acima do valor desse trabalhador para a empresa.
Consequentemente, em tal cenário, o empresário seria forçado a demitir o trabalhador já que empregar o trabalhador por quinze dólares por hora iria acima da rentabilidade da firma. É somente por meio do aumento de bens de capital que o trabalho pode ficar mais produtivo e ganhar um salário por hora mais alto. Assim, alguém pode ver que a política de aumentar o salário mínimo pode dar errada e provavelmente resultará em mais indivíduos desempregados.
Não é necessário estudos estatísticos baseados em matemática complexa para determinar que um aumento no salário mínimo resultará no aumento do desemprego. Tudo o que é necessário é uma discussão lógica que a maioria dos humanos pode acompanhar.
Conclusão
Contrário ao jeito popular de se pensar, nós não testamos uma teoria em respeito se isso corresponde aos dados, mas ao contrário, nós avaliamos os dados através de uma teoria. Não há necessidade de verificação estatística para estabelecer os efeitos que o aumento do salário mínimo no emprego. Uma simples análise lógica mostra que um aumento no salário mínimo resultará num aumento do desemprego.
Notas Finais:
Artigo: https://mises.org/mises-wire/its-economic-logic-increasing-minimum-wage-creates-more-unemployment