Mercados Vermelhos e a Monetização da Justiça – cyborg_nomade
Uma lição que qualquer libertário já deveria ter aprendido, das muitas “Guerras contra…” que o governo progressivamente travou através dos séculos é que não só eles não eliminaram nada percebido como mal, eles enforteceram isso e produziram cada vez mais correntes entrópicas. Exemplo para exibição: a guerra contra as drogas. Cocaína, marijuana, etc tem se tornado cada vez mais acessíveis, e mega-cartéis estão agora se tornando maiores que suas sociedades hospedeiras.
Eu iria um passo a frente e diria: proibições não funcionam nunca. Uma caçada moral apoiada por tropas massivas pagadas por impostos não providenciam os incentivos certos para reduzir a produção e a distribuição de nada. Desista.
O contra-ataque usual é: “mas e sobre, digamos, assassinatos.” Como se eu fosse um tipo de puritano que, na frente do nome do demônio, gritaria para longe de qualquer coisa. Não, a proibição do assassinato também não funciona. O que funciona é alguma estrutura de incentivos que produz uma tendência eugenista e portanto reduz assassinatos no longo prazo, independentemente de quantos batalhões estejam atrás de assassinos.
Minha sugestão – espere, e cuspa em mim – é por uma etiqueta de preço em todo mundo. Isso também é comumente chamado de “seguro de vida”. O funcionamento é simples:
1. Você contrata um seguro de vida. 2. Se alguém tentar ou realmente matar você, eles terão que pagar uma multa, proporcional ao seu seguro de vida (mais taxas processuais, etc). 3. A conduta se adapta a tal realidade.
O mesmo pode ser aplicada a praticamente todo tipo de crime.
Isso ajuda a internalizar os custos (você tem que pagar pela sua própria segurança – quanto mais você paga, mais seguro você está). Liberta as pessoas da dependência estatal (você pode escolher proteger você mesmo). Elimina linhagens de pessoas criminais e improdutivas no longo prazo (às vezes companhias de seguro irão pagar esquadrões da morte desonestos para eliminar pessoas com “prêmio negativo” – aquelas cujo débitos estão acima de seus prêmios de seguro). Incentiva pessoas à trabalhar na segurança de outras (eles podem coletar os prêmios de ressocialização), ao mesmo tempo economizando nas forças policiais (que agora podem responder chamados baseado nos valores dos prêmios de segurança), e desincentivar possíveis criminosos, dado tanto o preço em dinheiro quanto em sangue que eles podem incorrer.
Além disso, prisões se tornarão obsoletas e inúteis. Por que trancar pessoas e desperdiçar milhões cuidando delas, ou colocando elas em empregos temporários, quando você pode colocar um débito em suas balanças, colocá-las numa lista negra em registros gerais, e ainda sim ter elas livres para trabalho produtivo? Se elas se tornarem improdutivas o suficiente para não cobrirem nem seus custos de seus comportamentos, então há bons incentivos em vigor para eliminá-las, de forma descentralizada.
Seriamente, monetizar a justiça pode ser a maior melhoria social desde a propriedade privada.
Notas Finais
Artigo: https://antinomiaimediata.wordpress.com/2017/04/12/red-markets-and-the-monetizing-of-justice/