macumba4gnon

Salvador como um estado startup – Curtis Yarvin

“Reforma é nacionalização e centralização”

Pessoas frequentemente me perguntam: o que eu faria com El Salvador? Se eu tivesse uma autoridade executiva durável e absoluta sobre El Salvador? Isso parece loucura – mas não é diferente da ideia de autoridade executiva de Tim Cook sobre a Apple. E é só monarquia – não uma nova ideia.

Eu faria El Salvador um estado startup. Eu faria isso criando uma nova autoridade executiva que primeiro analisaria o serviço civil existente, depois reformularia ele, depois supervisionaria ele, depois gradualmente trocaria ele por seus próprios órgãos totalmente novos – reusando a antiga equipe unicamente como indivíduos, se reusada.

Tal regime de staturp transformaria El Salvador de forma inimaginável. Os únicos no século 20 comparáveis seriam Singapura ou os Estados do Golfo.

Esse plano ambicioso funcionaria pois a nova autoridade inteira seria composta por “bandidos” internacionais (como Balaji Srinivasan gosta de dizer) com talento executivo de nível mundial. Esses matadores, que trabalhariam em sua maioria remotamente (Salvador é abençoada por um fuso horário americano), seria o melhor para YC fundadores norte-americanos, veteranos da McKinsey, engenheiros da Google, cientistas de foguetes da SpaceX, mestres de fundos de hedge, etc.

Esse tipo de pessoas não é barato. Mas eles são eficientes – e mesmo elas trabalharão barato por uma missão incrível. Nenhuma missão é mais incrível do que um novo regime. Esse regime de staturp seria o mais eficiente e efetivo governo na história. Aqui está como ele funcionaria, e o que eles podem fazer.

Ressalva e situação

Obviamente, de modo algum nítido que o regime de Bukele tenha poder real o suficiente para fazer planos como os abaixo. Em geral, está claro que ele não tem.

Um verdadeiro estado staturp só pode existir por causa de algum tipo de reboot soberano. Em um reboot soberano total, nenhuma das leis, instituições ou compromissos do antigo regime sobreviveriam ao novo regime, exceto aqueles positivamente e individualmente enumerados. O novo regime não precisa nem pagar os débitos do antigo regime, a menos que ele tenha boas razões práticas para fazer. (Mas, de qualquer forma, geralmente essa é uma boa ideia.)

Um exemplo da completude em um reboot é a transição da Rússia Czrarista para a URSS. Mas a violência não é precisa – outro exemplo é o fim da Alemanha Oriental.

Tal revolução não é o que o regime Nuevas Ideias de Nayib Bukele em El Salvador está fazendo. Não está claro que o Presidente Bukele tem o poder para rebootar El Salvador, mesmo perto de completamente – mesmo embora ele tenha mais poder dentro do regime salvadorenho como um todo do que em qualquer constituição “normal” na órbita americana implicaria.

Além disso, o conceito de uma nação presumir independência – e a soberania objetiva e independência de El Salvador, ou qualquer país Latino Americano – é incerto. Apenas um exemplo: o conceito clássico de soberania inclui o direito de escolher e fazer guerra; qualquer país sem esse direito é um protetorado, não um país.

Acima de tudo, o pré-requisito absoluto de um estado startup é um executivo unitário com controle pleno e estável do governo. Somente tal líder (ou time de líderes – mais de três cofundadores é muito, a menos que eles sejam ligados; Bukele tem três irmãos) pode operar esse tipo de regime corretamente. Até que o nível de startup de responsabilidade incondicional seja alcançado, todo regime deveria priorizar aumentar sua estabilidade a longo prazo em vez de colher os frutos de sua autoridade atual.

Essa análise necessita que nós relembremos que os regimes globais que tentaram divergir da órbita de Washington são objetivamente fracos – mesmo se nos fomos educados a pensar seus líderes como “fortes.” Isso também se aplica à Putin, por exemplo. Embora muito mais forte que o DC queira que ele seja, ele também é muito mais fraco que um verdadeiro Czar da Rússia seria. Essa forma de ditadura é sempre ilegítima, e sua ilegitimidade brilha por todos os lados como fraqueza – todo mundo em todo canto está sempre apostando sua morte. Legitimidade é força.

As ideias políticas abaixo realmente dependem de uma autoridade executiva absoluta, centralizada e durável confiante em sua própria legitimidade e permanência. O ressurgimento da forma monárquica no Primeiro Mundo, depois de 250 anos de experimentos na desordem, é a única esperança a longo prazo para a Europa e a diáspora europeia.

Atualmente o Primeiro Mundo é governado por uma autoridade processual durável, centralizada – uma oligarquia. Os detalhem variam, mas o serviço civil dos regimes ocidentais pós-guerras nunca está sob supervisão democrática relevante. Por exemplo, o serviço civil americano está desconectado da democracia pois seu orçamento, política e equipe são administrados não por uma maneira executiva pelo chefe-executivo produzida pelas ainda ferozmente contestadas eleições presidenciais, mas de um jeito processual pelo Congresso, um órgão literalmente gerontocrático com taxas de mandato de +90% e uma equipe permanente, que não é de jeito nenhum um corpo parlamentar, cujas eleições são decididas por orçamentos de placas de venda.

O desafio fundamental da história no início do século XXI é essa transição das últimas faíscas da política democrática do século XIX, agora completamente sufocada pela ditadura processual oligárquica do século XX, para algum tipo de nova monarquia legítima. Pode o Terceiro Mundo providenciar um exemplo do Primeiro? Seria uma ajuda de um lugar inesperado.

O problema não é fácil e certamente não é seguro. Ditaduras do século XX, mesmo Napoleão no início do século XIX, foram formas intermediárias fracassadas. Seus valores não foram sempre bonitos. As guerras civis de Marius e Sulla na República Romana tardia não foram bonitas também.

Mas Roma completou sua transição na pessoa de Augusto. Se há uma meta-lição aqui para o regime de Bukele ou qualquer outro regime do tipo, a lição é: seja Augusto. Se há qualquer tipo de equivalente do século XX, talvez seja – Atatürk. Qualquer coisa a menos é se subestimar – e isso é a última coisa que você pode se dar o luxo de fazer.

O estado máximo

Quando pensamos sobre como o governo funciona, nós estamos acostumados a pensar no setor público omo inerentemente menos energético e eficiente do que o setor privado. Enquanto isso é frequentemente verdade, não é inerentemente verdade. É em uma situação específica, contingente, resultando de pré-requisitos específicos, tanto públicos quanto privados.

Quando o governo é propriamente rebootado, a energia do setor público se torna maior do que a energia de qualquer staturp. Essa energia pode ainda ser ineficiente. Contudo, ela não é inerentemente ineficiente.

Sob o antigo regime, o setor público não tem que ser ineficiente. Ele só tem que ser tanto velho quanto não competitivo. Juntos, isso o fazem ineficiente. O setor privado pode ser competitivo, caso em que ele será eficiente; mas ele não precisa ser. Ele pode ser enclausurado, protegido, monopolizado. Não é? O que esperaríamos?

As melhores corporações privadas no Terceiro Mundo seriam competidores fracos no Primeiro. Sem qualquer desrespeito às finanças, negócios, e agricultura salvadorenhos, não há sentido em El Salvador ser o único entre seus pares em eficiência do setor privado.

Sob um regime startup em um antigo país do Terceiro Mundo – provavelmente mesmo um antigo país do Primeiro Mundo – o governo central é o caminho mais energético e eficiente para realizar qualquer coisa. Isso é contrário a quase toda intuição política esperta.

Um regime startup é o absoluto oposto do libertarianismo. Não é estado mínimo. É o estado máximo. Não é como a Revolução Industrial. É mais como a Revolução Cubana. Mas – mas ainda, com algum tipo de energia coletiva de construir um novo mundo inteiro.

O princípio mais fundamental do direito constitucional comparado desde Aristóteles é que nenhuma constituição está certo para todos os governos de todos os países em todo o tempo.

Em um país velho, moderno e liberal tipo a América – ou, pelo menos, tipo a América que a América acredita ser – liberalismo clássico é ótimo. O melhor governo é um governo mínimo. Qualquer coisa que pode ser feita privadamente deve ser feita privadamente. Reforma é privatização e descentralização – à la Margaret Thatcher.

Em um verdadeiro estado startup, em El Salvador ou qualquer país do tipo – em qualquer ex-colônia europeia mal governada – monarquia clássica é ótima; o melhor governo é um governo máximo. Qualquer coisa que pode ser feita publicamente deve ser feita publicamente. Reforma é nacionalização e centralização – à la Frederico, o Grande.

O estado como uma startup

Obviamente, algumas organizações são bem mais eficazes do que outras. Apple é bem mais eficaz que o Departamento Americano de Energia, que é provavelmente mais eficaz que o Ministério de Defesa Argentino.

A maioria das pessoas que pensa sobre esse tipo de questão tem um simples critério de avaliação: o setor privado é bom, o setor público é ruim. Se perguntado o motivo do porque o critério funciona, eles refletirão um pouco, e então responder que as organizações do setor privado são mantidas saudáveis pela seleção natural: a pressão competitiva darwiniana para a sobrevivência e lucro e crescimento.

Mas a seleção natural é uma força coletiva. Ela não opera no nível individual, exceto pelo viés de sobrevivência. A necessidade do sucesso por si só não faz sucesso produtivo. O sucesso vem do setor como um todo – uma cultura profissional de saber como ter sucesso, que é o grupo de contratação do qual a organização extrai.

Parte dessa cultura profissional é um modelo estrutural para organizações eficazes. Atrás do setor privado, isso é, com certeza, a clássica sociedade anônima. A estrutura de startup do vale de silício tem reusado essa forma flexível, com a varição de “dois em um” líder cofundador – talvez inspirado nos cônsules da República Romana. O aspecto mais importante da forma corporativa anglo-americana é sua estrutura executiva. A corporação é moldada como um exército: como uma pirâmide de comando de cima para baixo. O conceito de Auftragstaktik ou “ordens de missão” é fundamental.

Auftragstaktik é só o oposto da microadministração – só significa que qualquer um em qualquer nível da pirâmide deve receber objetivos de seus supervisores, interpretá-los em métodos, e interpretar esses métodos em objetivos para seus subordinados. O que é ruim é dar aos subordinados não objetivos, mas métodos. O capitão decide qual colina seu tenente precisa tomar; o tenente decide como tomá-la.

Organizações burocráticas usam o oposto da AuftragstaktikBeamtentaktik, podemos chamá-lo. Em uma burocracia processual, tanto os fins quanto os métodos de todos os oficiais são definidos pela regulação. A mesma pirâmide organizacional existe, mas ela é apenas preocupada em reconciliar as regulações com a realidade bagunçada. Seu supervisor é um manipulador de exceções, quem você chama sempre que há um caso estranho onde as regras não façam sentido. Isso é fundamentalmente uma estrutura reativa.

Se uma organização é chefiada por pessoas experientes e capazes, e organizada pelo padrão certo, como uma pirâmide animada pela Auftragstaktik, ela será bem-sucedida. Conhecimento técnico no domínio pode ser essencial – mas conhecimento do domínio é usualmente fácil de se adquirir por contratação. Em alguns casos pode até mesmo ser transmitido pelo consultor.

Um estado startup em Salvador

Um estado startup é uma administração do governo em um modelo executivo por uma equipe nível startup. Como El Salvador pode se tornar um estado startup?

De novo, o pré-requisito absoluto para criar um regime dessa qualidade – ou de qualquer qualidade, como Maquiavel apontou – é um único executivo com controle unilateral do governo.

Há dois problemas óbvios. Primeiro, a qualidade dos funcionários públicos salvadorenhos não é equivalente à qualidade dos jóqueis de startup do Palo Alto. Segundo, o serviço público salvadorenho – como qualquer serviço público do século XX – é reativo, não executivo, em essência. Enquanto existem muitas formas de amenizar esse problema, não há maneira de resolvê-lo. A solução óbvia não é reusar o serviço civil existente no geral – mas criar um novo.

O presidente Bukele pode fazer exatamente o que FDR fez no New Deal. A princípio, novas agências operam em novas áreas do governo atual não bem administradas pelas agências existentes. Depois, as antigas agências podem ser realocadas e desligadas, ou reestruturadas no local. Cuidado quando reestruturar – é fácil dar uma reforma muito superficial. Idealmente, somente detalhes superficiais continuam. A melhor equipe existente pode ser achada com testes de inteligências e contratados como indivíduos, não necessariamente no mesmo campo, em novas agências.

Novas agências deveriam ser criadas com uma mistura cuidadosa de dois tipos de cultura corporativa Norte-Americana: a cultura de startup da Costa Oeste, e a estrutura de consultoria da Costa Leste. Enquanto nem todo mundo precisa ser um salvadorenho, certamente haverá alguns salvadorenhos que se encaixam nesse perfil – e cada um deles deveria estar em seu país para ajudar a fixá-lo.

Mas como o espanhol seja uma vantagem, o inglês deve ser a língua de trabalho. A maioria dos empregados pode ser remota – por qual motivo alguém teria que ir fisicamente até Salvador? Especialmente antes que os mosquitos sejam exterminados? Este é um grupo de funcionários enorme e apto. Infelizmente, geralmente eles não são baratos – mas um estado startup não é um pequeno estado.

As cinco missões do monarquismo clássico

Mas se essa é a arquitetura do estado startup – qual é a missão dele?

O monarquismo clássico vê a missão do governo por cinco lentes diferentes.

A primeira é uma lente espiritual. Por essa lente, o rei é o agente de Deus na terra, responsável unicamente pelo interesse geral e bem comum de toda sua criação igualmente. Em latim isso é salus populi suprema lex: a saúde do povo deve ser a lei suprema – onde saúde significa saúde de corpo, mente e espírito. E Deus também criou a terra – sua fauna e flora, seus ventos e águas, cujo o rei deve cuidar também.

A segunda é uma lente financeira. Por essa lente, o rei é o CEO de uma família de negócios, pertence à família real. Os bens desse negócio são as pessoas e a terra. Seu relatório de lucro e prejuízo é a balança de comércio exterior. Seus processos são guerras.

O terceiro é uma lente legal. Por essa lente, o rei é o juiz chefe. Ele é o árbitro final de todas as leis, e ele mesmo está acima de toda lei. Além disso, ele dá a lei não só para humanos, mas para todas as plantas e animais – ele pode exterminar, ou introduzir, espécies.

O quarto é uma lente política. Por essa lente, o rei governa por uma fórmula política – um meme que convence seus portadores de serem leais ao regime. Ele disputa qualquer propagação significante de qualquer toxina política – qualquer meme que contradiz a fórmula política, convencendo seus portadores a serem desleais ao regime.

O quinto é uma lente militar. Por essa lente, o rei é um chefe-geral de uma nação e o comandante último de todos seus homens. (A palavra latina populus originalmente significa exército.) Ele também comanda sua verba, capital produtivo, e recursos naturais. Sua missão é conservar e/ou expandir seu poder militar.

Nesse ensaio, nós analisaremos a situação de El Salvador por variados conceitos e questões nas primeiras três lentes. Provavelmente, se essas três são resolvidas, as outras duas se resolverão sozinhas.

Turbocapitalismo

Sob o turbocapitalismo, o estado estabelece um novo setor privado usando a energia do setor público, primeiro aumentando um setor produtivo de alta eficiência, e então privatizando-o.

A energia de escala do Palo Alto do regime startup constrói a capital inicial. As forças darwinianas da competição criativa mantém um ecossistema, assim que for madura. Excluindo as transferências de fundo, os dois principais ganhos em câmbio de El Salvador são o café e o turismo. O melhor café cresce em planaltos tropicais; El Salador está cheio de planaltos. Turistas curtem natureza e surf. El Salvador tem tanto natureza quanto surf – mas está em fuso horário americano normal.

Mas depois de cinquenta anos de guerra e desgoverno, o café salvadorenho e as indústrias de turismo estão longe de ser o que deveriam. Para fazê-lo subir tão rápido quanto possível, El Salvador deveria implantar o turbocapitalismo.

Sob o turbocapitalismo, El Salvador freta duas empresas estatais de desenvolvimento, CaféCo e TurismoCo. CaféCo pode nacionalizar qualquer fazenda de café, ou qualquer terra que pode se tornar uma fazenda. TurismoCo pode nacionalizar qualquer terra, e desenvolver ou redesenvolver ela como achar melhor. As empresas não comprariam a terra, mas dividiria suas ações igualmente com os proprietários antigos – que receberiam metade de seus ganhos sob a nova administração. Eles podem inicialmente ficarem bravos com esse acordo, mas eventualmente eles ficarão encantados.

Essas companhias iriam administrar e melhorar um país inteiro da perspectiva do café e turismo. CaféCo é dirigida pelos fundadores da YC, McKinseyites, e todo tipo de nerd de café sem vergonha. TurismoCo é dirigida por deuses da hospitalidade e construção.

TurismoCo pode se estender lateralmente para áreas de residências corporativas e asilos. Comunidades de retiro em colinas tropicais são óbvias – mas considerando uma grande empresa quequer oferecer seus engenheiros em uma vibe quase como a de Los Alamos de uma verdadeira vida comunitária com colegas – em um campus customizado com transportes diários para uma praia de surf. Em um fuso horário americano.

Em dez anos, essas empresas estatais de nível startup fará El Salvador se tornar o principal destino da América Central para turismo e vida de expatriado, e o fornecedor líder da América Central de café de alta qualidade.

Eventualmente – na escala de uma ou duas décadas – as companhia estatais serão desmembradas e despojadas de seus poderes especiais de domínio eminente. Assim com as separações da Standard Oil ou AT&T, seus fragmentos se tornarão companhias privadas ordinárias que competem entre si e formam um cenário corporativo darwiniano funcional. Somente as gigantes carcaças de antigos dinossauros poderiam ter criados tal rico ecossistema.

Microaceleração

Um primo próximo do turbocapitalismo é a microaceleração.

Obviamente, um país como El Salvador não pode sonhar em se tornar um líder tecnológico em todos os setores. A ideia da microaceleração é achar um ou mais campos especializados de desenvolvimento científico, medicinal ou de engenharia que foram impedidos no Primeiro Mundo por problemas governamentais, e fazer o país a plataforma perfeita para esses campos – de novo, não só esperar o mercado se popular, mas ativamente construí-lo com poder estatal e dinheiro. Aqui estão alguns possíveis exemplos.

Um bom exemplo é controle de pragas. Controle de pragas total com alterações genéticas é bem conhecido na teoria – pelo menos, com insetos. Nada impede El Salvador de erradicar todos os seus mosquitos – nada mais que liberais de ternos que gostam de ir a conferências. (Infelizmente, alterações genéticas nessa população não são bem conhecidos.)

É quase impossível imaginar o impacto, tanto interno quanto externo, de ser o primeiro país tropical livre de mosquitos. Imagine escolher entre um resort tropical com, ou sem, mosquitos ou outras pestes tropicais. Imagine o impacto da erradicação total de mosquitos na popularidade do regime. Primeiro crime, agora isso!

Mais geralmente, regulação médica interrompeu bruscamente muitas rotas de pesquisa promissoras. No entanto, tentativas de regulação arbitrária tem crescido unicamente em maconhas – clínicas de células-tronco duvidosas no Caribe e similares. De novo, isso reflete fé inapropriada em mecanismos mercadológicos.

Se El Salvador quer promover uma comunidade de pesquisa clínica saudável, ele tem que agir positivamente para criá-la. Ele não precisa começar com empreendedores que percebem que eles podem fazer mais dinheiro ao fazer medicina desregulada. Ele precisa começar com pesquisadores que percebem que eles podem curar mais pessoas ao fazer medicina desregulada – e o governo salvadorenho precisa começar com um time de superestrelas absolutas.

O único meio de atrair essas superestrelas é dar a elas absoluta ternura com financiamento vitalício – literalmente, uma anuidade garantida por dinheiro offshore – junto com alguns programas para fazer pesquisas que apelem ao seu mais profundo senso de missão científica e médica, o que eles nunca seriam capazes de fazer em casa.

A habilidade de fazer medicina interativa – trazer técnicas de pesquisas o mais rápido possível para seres humanos, assim aprendendo o mais rápido o possível o que funciona e o que não funciona, e por quê – parece ser uma escolha para o programa. Os humanos podem ser (a) turistas médicos; (b) locais que deram consentimento informado e foram pagos; ou © criminosos que deram consentimento informado e tiveram suas sentenças reduzidas.

Além disso, um programa econômico inclui uma cadeia de suprimentos completa. Mais proeminentemente, eles precisam de suprimentos para pesquisas animais – e não só ratos. Medicina interativa, quando precisa trabalhar com animais, trabalha muito melhor com animais grandes que são modelos realísticos, como cachorros, macacos e porcos. Curar câncer em cachorro importa muito mais do que curar câncer em ratos. Mas nos EUA, trabalhar com cachorros ou macacos é duas vezes mais difícil e mais caro do que trabalhar com ratos. Mas El Salvador é um país de Terceiro Mundo e criação animal não está fora de seus talentos. Imagine gangster reformados cumprindo suas penas cuidando desses “heróis animais.” Desde que eles evitam criar super-cachorros inteligentes, os pesquisadores podem geneticamente humanizar esses animais para fazê-los ainda mais preditivos para a medicina interativa.

Finalmente, El Salvador é montanhoso e está nos trópicos. Isso sugere foguetes. (Ter outros países ao leste é um pequeno problema, mas muitos deles são selvas – é um pequeno problema de segurança de voo.) Imagine ter uma pequena companhia espacial estabelecendo sua própria base de pesquisa e lançamento na eterna primavera das montanhas vulcânicas salvadorenhas – com um ônibus espacial, é claro.

Microintegralismo

Microintegralismo é a reconsagração da nação nomeada pelo nosso Salvador para Deus. Em uma noção governada como Deus pretendeu, como se pode ter um problema como as antigas gangues?

O primeiro passo no microintegralismo é ver como o estado. Um regime do século XXI que vê um estado sabe exatamente quem está em seu país. Isso já é chocante!

Ninguém é um segredo para o governo. O governo conhece seu nome, sua idade, sua família, seu endereço, seu patrão, sua renda. Ele tem sua foto, suas impressões de íris, suas impressões digitais e seu DNA. Por essas pequenas inconveniências, o governo promete a você segurança física absoluta em uma sociedade feliz e ordenada – eventualmente, tão segura quanto a área segura em um aeroporto americano – até mesmo tão segura quanto o metrô de Tóquio!

Notas Finais

Artigo: https://graymirror.substack.com/p/salvador-as-a-startup-state